
A puberdade envolve uma série de mudanças bio-psico-sociais que fazem parte da transição entre a infância e a vida adulta.
As mudanças no corpo da menina são o aparecimento de botão mamário e pelos pubianos e no menino o aumento do volume dos testículos, pênis e também o aparecimento de pelos pubianos. Em comum nos sexos, há o aumento do ritmo de crescimento, denominado estirão puberal, que dura em torno de 3 a 4 anos e representa ganho de aproximadamente 20% da estatura e 50% do peso adulto do indivíduo. Em média, as meninas crescem 20 a 25cm nesta fase e os meninos 25 a 30cm.
O médico inglês J. M. Tanner padronizou o método de estadiamento da maturação sexual, que se difundiu a partir dos anos 60, e é o mais utilizado atualmente. Para cada sexo, o estadiamento é realizado em duas etapas: mamas (M) e pelos (P) para as meninas e genitais (G) e pelos (P) para os meninos (vide Estadiamento Puberal).
Na menina, é considerado adequado o aparecimento de glândula mamária e/ou pelos pubianos deste os 8 anos de idade e a menarca a partir dos 10 anos. E nos meninos, o desenvolvimento testicular e/ou pelos pubianos a partir do 9 anos. Estas definições podem parecer meio estranhas, e muitos pais ficam surpresos quando estes dados são colocados durante a consulta.
A puberdade é dita adiantada quando o início das características sexuais, na menina ocorrem dos 8 aos 9 anos de idade, e nos meninos, dos 9 aos 10 anos.
É importante saber que são números tirados de estudos populacionais, e são dinâmicos. No início do século passado, a média da menarca era de 16 anos, e o início do estirão de crescimento do menino era 15-16 anos. O que mudou ao longo deste tempo foram basicamente as condições de saúde, saneamento básico, vacinas, o advento do antibiótico, propiciando melhora da saúde geral e nutrição; permitindo o adiantamento do desenvolvimento sexual ao longo das décadas. Como a puberdade é o evento que permitirá ao organismo a reprodução, ela só ocorrerá quando o corpo estiver preparado para tal.
